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Tendência de embalagens à base de papel ganha força na indústria alimentar, aponta GlobalData

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura
Fonte: Banco de Imagens WIX
Fonte: Banco de Imagens WIX

As embalagens à base de papel estão a ganhar força a nível mundial, impulsionadas pela crescente preocupação dos consumidores com o ambiente e pela procura por soluções alimentares mais sustentáveis.


Os fabricantes estão também a focar-se na melhoria dos seus processos de produção, incluindo as embalagens, de forma a alinhar as suas operações com metas de sustentabilidade.


Como resultado, materiais como papel, polpa e fibras estão a tornar-se cada vez mais preferidos devido aos seus benefícios ambientais, reforçando esta tendência global, segundo a GlobalData.


Naveed Khan, analista de consumo da GlobalData, comenta: “As embalagens compostáveis e recicláveis que utilizam papel e fibras moldadas estão a aumentar em procura e os fabricantes estão a aproveitar esta tendência, lançando formatos de embalagem inovadores com estes materiais”.


Em exemplo, na Austrália, a Mars Australia lançou em novembro de 2024 uma embalagem de ketchup squeeze-on à base de papel, sob a marca MasterFoods. A embalagem é reciclável e contém alegadamente 58% menos plástico do que a versão tradicional. Na Europa, a Mondelēz International colaborou com o fornecedor de soluções sustentáveis Saica Group para lançar novas embalagens de papel para multipacks de confeitaria, bolachas e chocolates em junho de 2024. Esta iniciativa apoia o objetivo da empresa de desenvolver um portefólio de embalagens flexíveis 100% recicláveis.


Naveed Khan acrescenta: “Os consumidores procuram cada vez mais embalagens recicláveis nos produtos alimentares, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental das suas compras. Um inquérito da GlobalData confirma que 73% dos consumidores consideram a ‘embalagem reciclável’ essencial ou desejável ao escolher um produto”.


Regulamentações globais aceleram a transição


Além disso, regulamentações rigorosas, que variam de país para país e aplicam multas pesadas em caso de incumprimento, estão a forçar os fabricantes a adotarem soluções de embalagem sustentáveis. Por exemplo, em 2025, o governo canadiano alterou o regulamento sobre a proibição de plásticos de uso único de 2022, estendendo a proibição a seis categorias de plásticos, incluindo palhinhas, sacos, colheres, palitos de mexer, anéis de embalagem e certos recipientes para take-away.


Em janeiro de 2026, o Tribunal Federal de Apelo manteve a decisão governamental, reforçando o objetivo de promover uma economia circular. De forma semelhante, países asiáticos como a China e a Índia implementaram restrições a plásticos de uso único e incentivam alternativas sustentáveis.


A China, maior produtora mundial de plásticos, está a proibir progressivamente certos plásticos de uso único. Esta tendência tem levado os fabricantes a introduzir formatos de embalagem mais sustentáveis, como opções à base de polpa ou papel, substituindo o plástico e cumprindo as normas governamentais.


Naveed Khan conclui: “A crescente tendência de embalagens à base de papel apresenta oportunidades significativas para os fabricantes inovarem, reforçarem a imagem da marca e expandirem a sua presença no mercado. É essencial investir mais em materiais e formatos de embalagem sustentáveis, assim como introduzir soluções inovadoras, para competir num mercado em rápida evolução”.


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