Halloween cresce entre consumidores e vira teste de margem para microempreendedoras da confeitaria
Com mais de 332 mil empresas no setor e uma janela curta de vendas, data ganha relevância como oportunidade de testar preço, acabamento e operação antes do fim do ano

São Paulo, outubro de 2026 – O Halloween deixou de ser apenas uma data de apelo temático para ganhar espaço no calendário comercial da confeitaria. Levantamento de uma empresa de delivery mostra que os pedidos de doces no aplicativo durante o período passaram de 446 mil em 2023 para mais de 800 mil em 2025, crescimento de cerca de 80%.
A média diária de pedidos de docinhos também praticamente dobrou, chegando a 28 mil em 2025. Os dados indicam que a data vem se consolidando como uma oportunidade comercial para negócios que trabalham com doces.
Do outro lado dessa demanda está um mercado formado majoritariamente por pequenas operações. Das 332.558 empresas de panificação e confeitaria ativas no país, 63,83% são Microempreendedores Individuais (MEIs), segundo os Indicadores de Performance do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação (Ideal).
Para esses negócios, datas sazonais podem representar uma oportunidade de aumentar o faturamento, mas também exigem decisões rápidas sobre insumos, embalagens, produção e precificação.
A disposição do consumidor em participar da data também vem crescendo. Segundo levantamento da Ecglobal citado pela Globo, 33% dos brasileiros pretendiam comemorar o Halloween em 2025, proporção que chegava a cerca de metade entre as classes A e B e a 78% entre pessoas de 18 a 34 anos.
Com maior adesão, a oportunidade para quem vende doces deixa de ser apenas colocar um produto temático na vitrine e passa a ser o entendimento sobre quanto investir para capturar a demanda sem criar uma operação paralela que deixe custos ou estoque para trás.
É nesse ponto que o Halloween pode funcionar como um teste de negócio. Como a janela de vendas é curta, investimentos em moldes, embalagens ou insumos exclusivos precisam gerar retorno rapidamente.
Uma alternativa é trabalhar o tema sobre produtos que já fazem parte do portfólio, concentrando a novidade no acabamento e na apresentação. “Inovar em datas sazonais não exige reinventar a produção. No Halloween, o segredo do pequeno negócio está em manter a base que já funciona e aplicar o tema na finalização. Isso permite testar a aceitação de novos sabores e apresentações de forma segura e estratégica”, explica Lucas Mendes, Chef Chocolatier da Harald.
Nessa lógica, o custo adicional precisa ser incorporado à formação do preço. Insumos decorativos, tempo de montagem e embalagem fazem parte do produto temático e devem ser considerados na precificação. O formato também pode ajudar a trabalhar diferentes ocasiões: porções individuais podem atender festas escolares e lembrancinhas, enquanto sobremesas compartilháveis podem ser direcionadas ao consumo em grupo e elevar o valor de cada pedido.
A Harald acompanha esse movimento por meio da comunidade orgânica de confeiteiras Haraldetes, onde a discussão sobre datas sazonais também passa por decisões de negócio. “Uma data temática não precisa significar desconto. Quando o profissional entende exatamente o que mudou no produto e coloca esse valor na conta, o acabamento pode ser justamente o elemento que aumenta o valor percebido e a margem da receita”, afirma Jonatas Fróes, gerente de Comunicação da Harald.
Os confeitos da edição limitada Confeité TOP Toque Azedinho e Confeité TOP Toque Geladinho, desenvolvidos para a temporada, são exemplos de como essa estratégia pode ser aplicada. Os produtos podem transformar receitas já conhecidas em versões temáticas sem exigir uma mudança completa da produção, como em mini cookies para lembrancinhas ou sobremesas compartilháveis para grupos.
Além da oportunidade de vendas, o calendário coloca o Halloween em uma posição estratégica: a data acontece poucas semanas antes do período de confraternizações e das encomendas de fim de ano. Para pequenos negócios, isso permite testar produtos, embalagens, canais de venda e disposição do consumidor a pagar por novas propostas antes de entrar no período de maior demanda.
“O Halloween pode ser mais do que uma data isolada. É uma oportunidade para testar, em uma escala menor, decisões que serão importantes nas vendas de fim de ano, desde sabores e embalagens até preço e formato de venda. O aprendizado pode chegar ao Natal junto com o negócio, e não depois dele”, conclui Jonatas.
Sobre a Harald
Fundada em 1982, a Harald é uma das principais empresas brasileiras especializadas em desenvolver soluções que impulsionam o mercado profissional de alimentos. Com forte atuação na confeitaria e presença crescente no food service, a companhia combina conhecimento técnico, inovação e qualidade para atender às necessidades de empreendedores, operadores e indústrias de diferentes portes.
Seu portfólio reúne marcas reconhecidas como Unique, Melken, Inovare, TOP, Confeiteiro e Fortunata, oferecendo soluções para aplicações doces e salgadas que contribuem para a produtividade, a padronização e a performance das operações profissionais. Desde 2015, a Harald integra a Fuji Oil Co., grupo global de alimentos com forte atuação em ingredientes e inovação.
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