top of page

Fim da escala 6×1: entidades empresariais alertam para alta de custos e inflação

há 5 horas
3 min de leitura

Sebrae vê oportunidade para pequenos negócios


Fonte: Banco de Imagens WIX
Fonte: Banco de Imagens WIX

O fim da escala 6×1 aprovada pelo Senado, na noite desta quarta-feira, 14, pode elevar o custo de produção, pressionar os preços e reduzir as contratações formais, alertam entidades empresariais. Segundo uma projeção feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução da jornada, com manutenção dos salários, pode elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e reduzir o PIB em 0,7%, o equivalente a R$ 76,9 bilhões.


Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima alta da inflação de pelo menos 13%, enquanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta um aumento inicial de R$ 11,9 bilhões de custos com mão de obra só para o setor.


“A CNC lamenta que uma discussão de tamanha relevância para as relações de trabalho no Brasil, como o fim da escala 6×1, tenha sido conduzida em pleno período eleitoral. As relações de trabalho devem ser discutidas prioritariamente por meio da negociação coletiva entre representantes de trabalhadores e empregadores. Esse é o caminho mais adequado para construir soluções equilibradas, que respeitem as particularidades de cada atividade econômica e as diferentes realidades regionais”, fiz a CNC, por meio de nota.


Com 15 milhões de pessoas em escala 6×1, a Abrasel prevê que seria necessária a contratação de mais de 3 milhões de trabalhadores para manter a mesma oferta de serviços e cobrir esse dia. “Onde encontrar essa mão de obra? Certamente não há essa mão de obra sobrando. Vai ser um rouba-monte”, diz Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.


Segundo Solmucci, muitos bares e restaurantes devem fechar um dia adicional por semana, seja pelo aumento do custo, seja pela falta de mão de obra. “O que a gente vê é uma primeira onda de precarização enorme dos serviços. Logo em seguida, aumento de custo, inflação grande e perda de poder aquisitivo da população, o que afeta inclusive o setor de bares e restaurantes, porque menos dinheiro no bolso significa menos consumo”, destaca.


Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), os shopping centers, que funcionam diariamente, em horários estendidos, inclusindo fins de semana e feriados, a reorganização de equipes e escalas será especialmente desafiadora.


Segundo a enttidade, as operações com até seis funcionários representam cerca de 60% dos lojistas. “A mudança também afeta cerca de 16 mil quiosques, que possuem estrutura enxuta e menor capacidade de absorver custos adicionais”, diz.


Propostas


A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) informou que concentrará sua atuação na fase de regulamentação e implementação das mudanças para minimizar o impacto sobre as empresas.


A federação diz que acompanhará o avanço das normas previstas no texto da PEC – em especial a lei complementar de medidas transitórias para micro e pequenas empresas e a lei sobre regimes diferenciados de trabalho, levando ao poder executivo e ao Congresso Nacional propostas que deem segurança jurídica a setores com escalas negociadas e a atividades de operação contínua.


Sebrae vê oportunidade para pequenos negócios


O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) considera que a medida é uma oportunidade para os pequenos negócios. Segundo a Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, da entidade, 51% dos donos de micro e pequenas empresas e dos microempreendedores individuais (MEI) avalia que o fim da escala de trabalho 6×1 não terá impacto sobre seus negócios.


“O Sebrae está preparado para apoiar os pequenos negócios a partir deste novo cenário. Queremos contribuir para o aperfeiçoamento da gestão para mais produtividade, competividade e inovação, com soluções de inteligência artificial”, diz o presidente do Sebrae, Décio Lima.


A implementação ocorrerá em duas etapas: a primeira terá início 60 dias após a promulgação do texto, garantindo dois dias de repouso remunerado por semana e reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais. Depois de um ano e dois meses, a carga horária será oficialmente reduzida de 42 para 40 horas semanais, estabelecendo a escala 5×2.


Comentários


ASBRAFE

Rua Visconde de Inhaúma, 489
Sala 407, 408 e 412 - Centro - Ribeirão Preto

  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Youtube

Associação Brasileira do Comércio de Artigos para Festas e Correlatos - ASBRAFE
CNPJ: 30.899.257/0001-98

bottom of page