Indústria do cacau recebe 226 mil toneladas, 25% a mais, e passa 2 trimestres sem importar amêndoa, mas as fábricas moem 18,5% menos que em 2023 e a demanda é o gargalo
há 2 horas
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Dados da AIPC mostram que sobrou cacau nacional nas fábricas na safra 2025/26, mas a moagem de nove meses ainda está 35 mil toneladas abaixo de 2023, e a própria associação aponta a demanda como o ponto fraco.
A indústria do cacau recebeu 226.497 toneladas de amêndoas de cacau entre outubro de 2025 e setembro de 2026, alta de 25,3% sobre o ciclo anterior. Os números foram divulgados na sexta-feira (9) pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), segundo a Forbes Brasil.
Só que o dado tem um segundo lado. De janeiro a setembro de 2026, as fábricas fizeram a moagem de cacau de 155.169 toneladas, 18,5% menos que no mesmo período de 2023. Chegaram mais amêndoas de cacau, mas as máquinas ainda não voltaram ao ritmo de antes.
Um cuidado antes de seguir. O número mede as amêndoas de cacau que entraram nas fábricas, não a colheita inteira do país, e a nota da AIPC reproduzida pela Revista Cultivar compara só com o ciclo anterior, sem falar em recorde. A Piranot faz o mesmo alerta: o dado não prova preço mais baixo na prateleira.
Quantas amêndoas de cacau a mais chegaram às fábricas em um ano?
Se 226.497 toneladas são 25,3% a mais, o ciclo anterior ficou perto de 180,8 mil toneladas (226.497 dividido por 1,253). A diferença é de cerca de 45,7 mil toneladas, conta feita aqui com os números da AIPC.
No terceiro trimestre, o recebimento foi de 71.652 toneladas. Foi o maior volume para um terceiro trimestre na série que a AIPC acompanha, de 2023 a 2026, segundo a Canal Rural. O trimestre coincide com a época em que a safra brasileira concentra mais amêndoa, de abril a setembro.




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