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Brasil pode ganhar até US$ 7,8 bilhões em exportações se acordo com os EUA avançar, aponta CNI

  • 8 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Estudo considerou a estrutura de futuros acordos e a chance de o Brasil integrar o grupo de países que negociaram redução de tarifas


Fonte: Banco de Imagens Canva
Fonte: Banco de Imagens Canva

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta segunda-feira (6), indica que o Brasil pode alcançar ganhos de até US$ 7,8 bilhões em exportações caso avancem as negociações com os Estados Unidos para redução de tarifas impostas pelo governo norte-americano. O tema foi o principal foco da conversa realizada nesta manhã entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.


A análise da CNI avaliou o potencial de um acordo envolvendo 1.908 produtos listados na Ordem Executiva de 5 de setembro, que prevê tarifas recíprocas de 10% e setoriais. Se concluída, a negociação pode abrir espaço para isenções tarifárias sobre exportações brasileiras equivalentes a US$ 7,8 bilhões.


Durante a conversa por telefone, Lula solicitou a revogação da tarifa adicional de 40% aplicada sobre produtos brasileiros. Os responsáveis por dar continuidade ao diálogo serão o vice-presidente Geraldo Alckmin e o secretário de Estado americano Marco Rubio, designados como interlocutores dos próximos passos.


Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, as tratativas representam “um avanço concreto na retomada das negociações”, fortalecendo o respeito mútuo e a relação entre os dois países.

“Para a indústria, esse avanço é muito relevante. Desde o início, defendemos o diálogo pautado pelo respeito e pela importância dessa parceria bicentenária. Vamos acompanhar e contribuir com o que for possível”, afirmou Alban.

Em setembro, a CNI já havia liderado uma missão empresarial a Washington, reunindo cerca de 130 empresários com o objetivo de sensibilizar representantes americanos sobre os impactos do chamado tarifaço e da necessidade de reabrir canais oficiais de negociação.


Ordem Executiva dos EUA pode abrir novas isenções tarifárias


A Ordem Executiva nº 14.346, de 5 de setembro, criou o anexo Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners (PTAAP), que define as bases para acordos recíprocos de comércio e estabelece isenções tarifárias para até 1.908 produtos, condicionadas a compromissos em temas econômicos e de segurança.


Segundo a CNI, os produtos incluídos no PTAAP representam 18,4% do total exportado pelo Brasil aos EUA em 2024, parcela que se somaria aos 26,2% já livres de tarifas adicionais. Entre os setores que podem se beneficiar estão:


  • Agronegócio (café, cacau e frutas tropicais);

  • Indústria metalúrgica;

  • Aeronáutica (aeronaves e peças);

  • Farmacêutico (insumos e medicamentos genéricos).


A Ordem Executiva também delimita que, em alguns casos, as isenções só se aplicam a produtos detalhados especificamente ou a bens de aviação civil incluídos nas medidas da Seção 232. Além disso, autoriza reduções tarifárias quando parceiros assumem compromissos estratégicos de segurança com os Estados Unidos.


CNI vê oportunidade de recuperar competitividade


De acordo com Ricardo Alban, o possível acordo não representaria um bônus, mas sim a recuperação de espaço comercial perdido nos últimos anos.

“O que está em jogo não é um ganho extra, e sim a devolução de previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras. Integrar o anexo significa corrigir distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país”, destacou.

Dos 1.908 produtos listados no PTAAP, o Brasil exporta atualmente 526 itens aos Estados Unidos, totalizando 819 produtos no detalhamento de código norte-americano. Os principais incluem café, cacau, frutas tropicais e produtos metálicos, que podem se tornar os grandes beneficiados caso as negociações avancem.



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