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Varejo online brasileiro deve faturar R$ 65 bilhões no 2º semestre

  • há 9 minutos
  • 2 min de leitura
Fonte: Banco de Imagens WIX
Fonte: Banco de Imagens WIX

O comércio eletrônico brasileiro mantém uma trajetória de crescimento consistente e deve registrar resultados expressivos nesta segunda metade do ano. O primeiro semestre foi de forte movimentação nas vendas, impulsionada principalmente pelas campanhas do Dia das Mães e do Dia dos Namorados. A perspectiva é de que o ritmo positivo continue.


Conforme dados da Associação Brasileira de Inteligência de Mercado e Comércio Eletrônico (Abiacom), o país deve alcançar um volume total de R$ 258,4 bilhões em faturamento até o final de 2026.


A expansão é de 10% em comparação ao ano anterior. Esse cenário ganha sustentação com as projeções das quatro principais campanhas sazonais da metade final do ano, que devem injetar R$ 65,07 bilhões no e-commerce.


O calendário começa com o Dia dos Pais em agosto, que deve gerar R$ 10,56 bilhões em vendas. Em seguida, vem o Dia das Crianças, com expectativa próxima à data anterior, que projeta movimentar R$ 10,16 bilhões.


O maior volume financeiro do varejo online será concentrado na Black Friday. A arrecadação prevista é de R$ 14,75 bilhões e o maior tíquete médio isolado do mercado, de R$ 808,50. A última será o Natal, que lidera em volume ao projetar R$ 29,60 bilhões em vendas totais e 42,24 milhões de pedidos.


Diferencial e comportamento do consumidor


A projeção de faturamento para as principais datas do varejo digital mostra que comprar online já é um hábito incorporado de forma definitiva à rotina de consumo do brasileiro.


Em um mercado cada vez mais competitivo, o diferencial para o varejista está em transformar esse volume de acessos e transações em relacionamentos duradouros e mais rentáveis, aproveitando cada interação ao longo da jornada de compra.


Ao mesmo tempo, o crescimento do setor vem acompanhado de desafios para a rentabilidade. Indicadores divulgados recentemente pela Nuvemshop, baseados em mais de nove milhões de transações em 2026, apontam que, embora o faturamento do setor apresente avanço, o tíquete médio geral recuou 5,4%, caindo para R$ 269,46.


O comportamento reflete um consumidor mais cauteloso, que prioriza compras fracionadas e busca por descontos. Isso demanda atenção extra e novas táticas dos varejistas para preservar as margens de lucro.


Estratégias integradas no pós-compra


Para compensar a redução no valor médio das compras e ampliar a rentabilidade dos varejistas, especialistas defendem uma visão de longo prazo para o relacionamento com o consumidor.


Isso inclui investimentos em experiências de pós-compra e a oferta de benefícios para os clientes, por exemplo. Em um ambiente de forte concorrência no varejo, crescer não depende, necessariamente, de vender mais, mas de gerar mais valor em cada venda realizada.


Por isso, é preciso ir além da venda do produto e adotar abordagens estratégicas em locais como a página pós-compra. Quando a página de confirmação deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a oferecer anúncios relevantes, por meio de ferramentas como o retail media, ela se transforma em um novo canal de geração de valor. O varejista cria uma oportunidade adicional de receita e fortalece a relação entre a marca e o cliente.


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