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Varejo alimentar fatura R$ 1,4 trilhão e projeta fôlego para 2026


Fonte: Banco de Imagens WIX
Fonte: Banco de Imagens WIX

O varejo alimentar brasileiro encerrou 2025 com faturamento de R$ 1,4 trilhão, um avanço nominal de 6,7% frente ao ano anterior. Segundo dados da Scanntech, o crescimento real foi de 2,3% após o ajuste inflacionário. O setor manteve sua relevância estratégica ao responder por 11% do PIB nacional, operando em um cenário de juros elevados e endividamento das famílias que desafiou as margens dos varejistas.


Apesar da queda no desemprego, o consumidor adotou uma postura cautelosa. O aumento das apostas online e o custo do crédito forçaram ajustes no carrinho: houve migração para marcas mais baratas em itens básicos, enquanto segmentos premium registraram resiliência. Para a Scanntech, o desempenho de 2025 reflete um mercado que soube se sustentar mesmo com a confiança do consumidor em patamares baixos.


Vetores de crescimento para 2026: IR e Copa do Mundo


Para 2026, a projeção é de um ambiente de competição mais intensa, mas com gatilhos positivos para a demanda. O setor aguarda o impacto da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que deve injetar liquidez diretamente no consumo doméstico. Somado a isso, eventos de grande escala, como a Copa do Mundo e as eleições, devem atuar como aceleradores de vendas, especialmente em categorias de bebidas e conveniência.


A expectativa é que a redução gradual dos juros também ajude a destravar o volume de compras. No entanto, a Scanntech avalia que o crescimento dependerá menos de reajustes de preços e mais da eficiência operacional. O foco das redes deve se voltar para a análise granular de dados, permitindo decisões rápidas sobre sortimento e promoções personalizadas para atrair o fluxo de volta aos pontos de venda.


Estratégia baseada em dados reais


O estudo da Scanntech utiliza a leitura direta de mais de 13,5 bilhões de tickets de compra, o que garante precisão estatística sem depender de coletas manuais. Essa base de dados revela que o canal alimentar continua sendo o pilar estrutural da economia brasileira, mas a competitividade agora reside na inteligência aplicada ao PDV.


Com a demanda interna sinalizando recuperação, o desafio para os supermercados e atacarejos em 2026 será converter esse potencial em faturamento real. A capacidade de transformar informações de checkout em resultados práticos será, segundo os analistas, o grande divisor de águas entre as operações que apenas resistem e as que conseguem ampliar sua participação de mercado.


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