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Turismo tem faturamento recorde no mês do carnaval, mas falta de mão de obra preocupa

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Com R$ 22,3 bilhões em fevereiro, setor encerra alta temporada com saldo positivo; escassez de pessoal pesa em bares e restaurantes, segmento-chave


Fonte: Banco de Imagens WIX
Fonte: Banco de Imagens WIX

O Turismo brasileiro registrou mais um faturamento recorde para o mês de fevereiro, com movimentação de R$ 22,3 bilhões em pleno período de carnaval, um crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Com esse resultado, encerra-se a alta temporada de verão (de dezembro a fevereiro), com R$ 75,7 bilhões de faturamento, alta de 3,7% no comparativo anual.

O resultado do levantamento mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do IBGE sobre os principais segmentos do setor, aponta o bom momento das atividades, sustentadas pelo consumo das famílias e pelo mercado de trabalho aquecido. 

Apesar do cenário positivo, o ambiente de negócios demanda cautela. A alta recente nos combustíveis já pressiona os custos do transporte rodoviário e deve repercutir também no transporte aéreo nos próximos meses. Além disso, a dificuldade de contratação em alguns segmentos segue elevando os custos operacionais.

Esses fatores podem reduzir margens e exigem mais atenção na gestão financeira das empresas do setor.


Hospedagem e transporte lideram crescimento


O segmento de alojamento foi o principal destaque de fevereiro, com faturamento de R$ 5,65 bilhões e crescimento de 14%, o maior já registrado. Embora parte desse avanço esteja associada ao efeito calendário — já que, em 2025, o carnaval ocorreu em março —, os indicadores mostram um mercado consistente, com aumento da diária média e da receita por quarto disponível.


O transporte aéreo também teve papel importante, com R$ 6,4 bilhões em faturamento (alta de 6,9%). O crescimento foi puxado pelo aumento da demanda, com mais passageiros viajando, mesmo com tarifas praticamente estáveis. 


Alimentação e serviços sustentam a atividade


Outros segmentos importantes do Turismo acompanharam o desempenho positivo. O setor de bares e restaurantes faturou R$ 3,2 bilhões, alta de 6,4%, refletindo tanto a demanda aquecida quanto o aumento de custos, especialmente pela escassez de mão de obra. Na locação de veículos, o faturamento chegou a R$ 2,7 bilhões (crescimento de 5%), impulsionado pela alta nos preços dos automóveis e pela demanda típica da temporada. 


Outras atividades, como serviços turísticos e culturais, também cresceram, embora em ritmo mais moderado.


Nordeste se destaca; São Paulo mantém liderança


O impacto do carnaval foi mais intenso nos destinos tradicionais da data. Estados do Nordeste lideraram o crescimento do Turismo, com destaque para Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas. O Rio de Janeiro também apresentou ótimos números, estimulado pelo Turismo nacional e internacional e pela maior conectividade aérea.


São Paulo, por sua vez, manteve a relevância tradicional, com crescimento de 8,4% e participação de 41% no faturamento nacional. 


O que o empresário precisa considerar


A tendência para o setor permanece positiva. Como as viagens são planejadas com antecedência, a demanda deve se manter nos próximos meses. O cenário internacional também pode favorecer o País. Tensões em outras regiões do mundo tendem a redirecionar turistas para destinos considerados mais seguros, como o Brasil.


O conflito trouxe aumento de custos para o abastecimento de veículos próprios ou alugados, bem como impactou o transporte rodoviário, encarecendo o custo final das viagens. O reajuste no preço do querosene de aviação ocorreu apenas em abril, enquanto gasolina e óleo diesel já haviam subido em março. Será importante observar como isso terá reflexo no resultado após a alta temporada.


“O bom desempenho em fevereiro mostra que o Turismo segue como um importante motor do consumo no País. O desafio está em transformar esse crescimento em resultados sustentáveis ao longo do ano. Orientamos que os empresários adotem uma estratégia equilibrada para aproveitar o momento favorável sem comprometer a rentabilidade”, destaca Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP


Dentre as ações, as dicas são:


  • planejar custos com mais rigor, especialmente de energia, combustíveis e mão de obra; 


  • ajustar preços com cautela, evitando perda de competitividade; 


  • investir em eficiência operacional para compensar a pressão de despesas; 


  • aproveitar a demanda antecipada, reforçando reservas e ocupação; 


  • monitorar o comportamento do consumidor, cada vez mais sensível a preço. 

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