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Puxado por consumidores acima dos 40 anos, mercado de suplementos no Brasil deve movimentar R$ 47 bilhões até 2034

25 de ago.
3 min de leitura

Envelhecimento populacional e agenda de longevidade vem redefinindo a lógica de consumo na categoria, com maior recorrência, poder de compra e exigência por qualidade


Fonte: Banco de Imagens WIX
Fonte: Banco de Imagens WIX

O avanço do mercado de suplementos alimentares no Brasil tem um novo protagonista, o consumidor acima dos 40 anos. Impulsionado pelo envelhecimento da população e pela consolidação da longevidade como prioridade, esse público vem ampliando sua participação na categoria e redefinindo a lógica de consumo, com foco em saúde preventiva e qualidade de vida.


O movimento acontece em um contexto de forte expansão do setor, que atingiu cerca de US$ 3,9 bilhões, aproximadamente R$19 bilhões, em 2025 e deve chegar a US$9,5 bilhões, cerca de R$47 bilhões, até 2034, com crescimento médio anual superior a 10%, segundo estimativas do IMARC Group.


No Brasil, a expansão projetada é de 9,5% ao ano até 2036 (ritmo superior ao de economias desenvolvidas e atrás apenas de Índia e China), o que posiciona o país entre os mercados de maior interesse para investidores e fabricantes globais da categoria.


A mudança não é apenas de volume. Mais do que ampliar a base de consumidores, o público 40+ tem mudado a forma como a categoria é consumida. A suplementação deixou de estar associada apenas à estética ou performance e passou a ocupar um papel estrutural na rotina, com foco em prevenção, bem-estar e longevidade.


Dados da Vhita, marca brasileira de suplementos focada no público 40+, indicam que cerca de um terço de sua base começou a suplementar pela primeira vez após os 35 anos, evidenciando um público mais maduro, com maior poder de compra e decisões mais racionais.


De acordo Leonardo Tonini, cofundador e CEO da Emerge Ventures, fundo que investe em marcas emergentes de bens de consumo e que conta com a Vhita no portfólio, o perfil de consumidor é economicamente relevante. “Com renda mais estável, menor sensibilidade a preço e maior disposição para consumo recorrente, esse perfil tende a gerar mais valor por cliente ao longo do tempo, uma vez que operam com o modelo de assinatura ou recompra”, comenta.


A grande diferença é que na prática, o consumidor 40+ apresenta critérios de compra como pureza e certificação de ingredientes, credibilidade da marca e conveniência de uso, como fórmulas com menos cápsulas e melhor tolerância gástrica. Esse comportamento exige das marcas uma estrutura mais sofisticada de conteúdo e educação e tende a favorecer players com capacidade de comunicar ciência de forma acessível.


“O consumidor que entra na categoria mais tarde tende a ser mais criterioso e orientado por informação. Existe uma preocupação real com a saúde de longo prazo, o que exige produtos mais completos, transparentes e fáceis de incorporar à rotina”, afirma o executivo.


A Vhita tem acompanhado de perto essa transformação. Com um portfólio de cerca de 20 produtos distribuídos entre categorias como ômegas, vitaminas e minerais, whey e creatina, colágenos e antioxidantes, a marca já impactou mais de 100 mil consumidores desde sua fundação.


Avançado para redes de farmácias após consolidar sua operação digital, a marca atingiu run rate de R$100 milhões em 2025, ante R$25 milhões registrados no ano anterior, e acumula 12 trimestres consecutivos de resultados positivos desde a entrada do fundo. Atualmente, o e-commerce representa aproximadamente dois terços das vendas da empresa, refletindo um público digitalizado, mas que ainda exige segurança ao longo da jornada.


Entre os produtos de maior tração, ômega 3 e magnésio se destacam como principais portas de entrada na categoria, enquanto soluções mais completas ganham relevância à medida que o consumidor evolui dentro da categoria. Um exemplo, são os lançamentos recentes como o Magnésio Trio e o CreaWhey, que acompanham uma demanda por praticidade e funcionalidade, entregando o mesmo resultado funcional com menos SKUs.


“O crescimento da categoria passa cada vez mais por entender quem é esse novo consumidor e como ele consome. Não se trata apenas de ampliar portfólio, mas de entregar soluções que façam sentido para uma rotina de longo prazo”, completa.

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