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Verão impulsiona consumo e eleva vendas em até 175% em categorias sazonais

Fonte: Banco de Imagens WIX
Fonte: Banco de Imagens WIX


As altas temperaturas registradas no país têm impactado diretamente o comportamento de compra dos brasileiros, impulsionando categorias voltadas ao alívio do calor e aos cuidados preventivos. Um estudo recente da Neogrid, baseado na análise de mais de 1 bilhão de notas fiscais, revela que itens como repelentes, sorvetes e água de coco registraram saltos de até 175% na presença nos carrinhos de compra no início de 2026.


A pesquisa comparou o desempenho de alimentos, bebidas, carnes e hortifrúti durante o verão com os meses imediatamente anteriores. O segmento de hortifrúti apresentou a maior alta do período, com avanço de 7,2%, seguido pelas categorias de carnes e aves (5,1%) e bebidas alcoólicas (5,3%). Esse movimento é impulsionado pelo período de férias escolares e pelo aumento de eventos sociais e viagens, que estimulam o consumo de itens práticos e refrescantes.


Explosão na demanda por repelentes


O repelente consolidou-se como o principal destaque sazonal, apresentando um crescimento de 175% em incidência. Além do volume, o tíquete médio da categoria subiu 14,6%. Esse fenômeno indica uma mudança na percepção do consumidor, que passou a tratar o item como um produto emergencial e de cuidado preventivo, especialmente diante de preocupações sanitárias recorrentes, como o combate à dengue.


Mesmo com um reajuste de preço médio de 4,9%, a competitividade do produto foi preservada, garantindo sua presença constante nas cestas de compras. A análise aponta que o fator “prevenção” tornou-se um motivador de compra tão forte quanto o alívio térmico durante a estação.


Sobremesas e hidratação ditam o ritmo do lazer


O setor de sorvetes também registrou uma performance robusta, com elevação de 33,3% na incidência. Embora o tíquete médio tenha apresentado uma leve retração de 0,5% (fixando-se em R$ 28,12), o dado sugere uma frequência de compra muito maior. O consumidor tem optado por porções individuais e marcas mais acessíveis, priorizando o consumo imediato e cotidiano.


No segmento de bebidas, o comportamento foi misto:


  • Água de coco: Crescimento de 30,5% na incidência e alta de 8% no tíquete médio (R$ 16,95).

  • Cerveja: Apresentou uma leve queda de 4,7% na incidência, porém o tíquete médio saltou 16%, atingindo R$ 38,45, refletindo a escolha por embalagens maiores ou produtos de valor agregado superior.


O aquecimento do consumo no verão exige que o varejo opere com um planejamento logístico e de sortimento extremamente refinado. Itens ligados ao frescor e à conveniência demandam atenção redobrada no abastecimento para evitar rupturas de estoque em momentos críticos de demanda.


A análise de dados em tempo real surge como a principal ferramenta estratégica para os lojistas. Antecipar as flutuações de demanda baseadas no clima permite que as empresas capturem o potencial de consumo da estação de forma mais eficiente, garantindo a exposição correta dos produtos e a otimização das margens de lucro.


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