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Nestlé e Barry Callebaut se unem à re.green para reflorestar 8 mil hectares na Bahia e no Pará

  • 22 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Fonte: Banco de Imagens Canva
Fonte: Banco de Imagens Canva

As indústrias de chocolate Nestlé e Barry Callebaut anunciaram uma parceria com a startup brasileira re.green para recuperar 8 mil hectares de áreas degradadas na Bahia e no Pará. O objetivo é realizar o reflorestamento com espécies nativas e sistemas agroflorestais que combinam culturas como cacau e café. Ao todo, serão plantadas cerca de 11 milhões de árvores, com a expectativa de remover 1,5 milhão de toneladas de carbono da atmosfera em até 30 anos.

Dois projetos distintos

A iniciativa é dividida em dois projetos:

1. Projeto conjunto – Nestlé e Barry Callebaut (6 mil hectares)

  • Participação no financiamento: 60% Nestlé, 40% Barry Callebaut.

  • Localização: Bahia (Mata Atlântica) e Pará (Amazônia).

  • Área de intervenção:

    • Maior parte em propriedades rurais, com implantação de sistemas agroflorestais baseados em cacau e outras culturas.

    • Aproximadamente 600 hectares serão dedicados a reflorestamento denso em Áreas de Proteção Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs).

  • Plantio previsto: 7,7 milhões de mudas de cacaueiros e espécies nativas ao longo de 25 anos.

  • Redução de carbono estimada: 600 mil toneladas em 25 anos.

  • Incentivo aos produtores:

    • A Barry fornecerá mudas de cacau para os agricultores.

    • Após o plantio validado por técnicos, os produtores receberão um "cashback" de até 70% após 18 meses, como incentivo à adoção correta do sistema.

  • Geração de empregos:

    • 27 vagas diretas nas áreas de coordenação, assistência técnica e gestão operacional.

    • Empregos indiretos na manutenção das lavouras de cacau.

2. Projeto exclusivo – Nestlé e re.green (2 mil hectares)

  • Investimento integral: feito pela Nestlé.

  • Localização: sul da Bahia (Mata Atlântica).

  • Plantio previsto: 3,3 milhões de árvores nativas.

  • Modelo: restauração ecológica, com foco na recuperação completa do ecossistema, incluindo fauna polinizadora como pássaros, insetos e morcegos.

  • Créditos de carbono: previsão de geração de 880 mil créditos certificados ao longo de 30 anos.

  • Impacto social:

    • Estima-se a criação de 160 empregos diretos na região.

    • Funções incluem preparo do solo, plantio, manejo, controle de pragas e monitoramento nos primeiros anos.

Restauração como oportunidade socioambiental

Segundo Thiago Picolo, CEO da re.green, o objetivo não é apenas plantar árvores, mas reconstruir o equilíbrio natural do ecossistema. Ele destaca que uma floresta madura e bem estruturada pode conter até 400 espécies diferentes por hectare.

Além dos benefícios ambientais, os projetos oferecem uma alternativa econômica à pecuária extensiva, promovendo desenvolvimento regional com geração de emprego e renda.


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