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Confiança do comércio cai 5% em setembro e retorna ao nível mais baixo desde a pandemia

  • 30 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Fonte: Banco de Imagens Canva
Fonte: Banco de Imagens Canva

CNC aponta retração em todos os indicadores, com maior pessimismo nos setores de bens duráveis e não duráveis


A confiança do empresário do comércio brasileiro recuou 5,0% em setembro em relação a agosto, atingindo 97,2 pontos, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esse é o menor patamar desde maio de 2021, período marcado pelos efeitos da pandemia de Covid-19.


Todos os componentes do índice registraram retração, com destaque para as expectativas dos empresários, que caíram 7,0%. Já os investimentos tiveram recuo de 2,6%.

Segundo José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, a queda reflete o impacto direto da cautela dos consumidores:


“A confiança é um termômetro da economia. Quando o consumidor se retrai, o empresário adia investimentos e contratações, comprometendo a geração de empregos. É essencial adotar medidas que fortaleçam o poder de compra e incentivem o consumo responsável.”

Na comparação anual, a queda foi ainda mais forte: -10,3%, a maior desde dezembro de 2023. A percepção sobre as condições atuais da economia despencou 21,7%. Em setembro, 46% dos comerciantes esperavam piora do cenário econômico — o maior percentual desde julho de 2020. Embora a maioria ainda projete melhora, a diferença entre os grupos vem diminuindo, revelando maior incerteza.

De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o cenário combina juros elevados, mercado de trabalho enfraquecido e menor intenção de consumo das famílias.

“A Selic alta desestimula investimentos e a retração da demanda freia o comércio. Não à toa, a intenção de contratação foi o item com maior queda em setembro.”

Setores mais afetados


O setor de bens duráveis, como eletrodomésticos, móveis, materiais de construção e veículos, registrou retração de 13,7% na comparação anual. Nos bens não duráveis, como supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, a confiança caiu 10,2% nas condições atuais e 8,5% nas expectativas, marcando o menor nível entre os segmentos (113,4 pontos).


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