top of page

Buscas por agentes de IA crescem 22% no Brasil, aponta Locaweb

  • 27 de abr.
  • 4 min de leitura
Fonte: Banco de Imagens WIX
Fonte: Banco de Imagens WIX

O avanço dos agentes de inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo também tem se refletido no comportamento de busca dos brasileiros na internet. Levantamento da Locaweb aponta que as pesquisas por “agentes de IA” cresceram 22% no Google Brasil no intervalo de 12 meses, somando cerca de 175 mil buscas no período.


Segundo a empresa, o interesse se divide entre usuários que procuram assistentes específicos para diferentes funções e aqueles que ainda tentam entender como essas ferramentas funcionam e de que forma podem ser aplicadas na prática. O movimento acompanha uma discussão mais ampla sobre o avanço da chamada IA agêntica, modelo em que sistemas operam com maior autonomia para executar tarefas, tomar decisões e interagir com outros softwares.


A percepção de que esse mercado tende a ganhar ainda mais espaço também aparece em uma pesquisa do IEEE (Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos). De acordo com o levantamento, 96% dos líderes de tecnologia ouvidos em diferentes países acreditam que os investimentos em agentes devem continuar avançando em ritmo acelerado ao longo deste ano.


No recorte feito pela Locaweb, as buscas mais frequentes mostram que o interesse do mercado está concentrado, sobretudo, em aplicações ligadas a atendimento, vendas e automação de processos.


Atendimento e vendas lideram interesse


Entre os tipos de agentes mais procurados, os voltados ao atendimento aparecem na dianteira. O termo “agente de IA para WhatsApp” lidera as buscas, seguido por pesquisas como “agente de IA para atendimento ao cliente” e “agente de IA para vendas”.


Para a Locaweb, esse comportamento sugere que empresas de diferentes setores vêm buscando ferramentas capazes de lidar com alto volume de mensagens, acelerar respostas e apoiar rotinas comerciais com mais escala. Também aparecem em destaque segmentos como clínicas, imobiliárias e escritórios de advocacia, áreas em que velocidade de resposta e organização de informações têm peso direto na operação.


Patrice Ramos, diretor de Produtos e Engenharia na Locaweb, afirma que os agentes deixaram de ser apenas uma solução complementar e passaram a ocupar um espaço mais estratégico nas empresas. Segundo ele, a busca por agilidade e escala tem levado essas ferramentas a se integrarem com mais frequência às operações, com potencial para reduzir custos, eliminar gargalos e melhorar a qualidade do atendimento.


Interesse cresce, mas dúvidas persistem


Ao mesmo tempo em que aumenta a procura por aplicações específicas, o volume de pesquisas também mostra que ainda há dúvidas básicas sobre o tema. Termos ligados à definição, funcionamento, custo e criação de agentes de IA continuam entre os mais buscados, indicando que parte do mercado ainda está em fase de entendimento dessas soluções.


De forma geral, agentes de IA são sistemas desenvolvidos para executar tarefas de maneira autônoma ou semiautônoma, com foco em automatizar fluxos de trabalho e otimizar processos. Diferentemente de interações pontuais com ferramentas de IA generativa, eles podem ser configurados para atuar de forma contínua, seguir regras, analisar dados e interagir com outros sistemas ao longo de uma operação.


Seu funcionamento parte, em geral, de um objetivo definido. A partir dessa meta, o sistema pode planejar etapas, dividir um problema em tarefas menores, executar comandos e ajustar a rota conforme os dados disponíveis e os resultados obtidos. Em modelos mais avançados, também pode incorporar observação, planejamento e colaboração com outros agentes ou com equipes humanas.


Implementação varia conforme uso e complexidade


A aplicação desses sistemas varia de acordo com o tipo de tarefa e com o grau de sofisticação exigido. Há agentes que operam diretamente na interface com o consumidor, como em atendimento e vendas, e outros que atuam em segundo plano, automatizando processos sem contato direto com o usuário.


Também existem agentes voltados a funções específicas e arquiteturas multiagentes, nas quais diferentes sistemas trabalham de forma coordenada para responder a demandas mais complexas. Em termos técnicos, essas soluções podem ir de modelos baseados em regras simples até estruturas mais robustas, capazes de planejar ações, aprender com dados e tomar decisões orientadas por objetivos.


O custo de implementação, segundo a Locaweb, depende de fatores como personalização, volume de uso e integração com outros sistemas da empresa. Soluções mais robustas e aderentes à operação tendem a exigir investimento maior, além de custos recorrentes de manutenção e evolução.


Na etapa de criação, a definição do objetivo aparece como ponto central. Entre os usos possíveis estão atividades como atendimento ao cliente, geração de relatórios e produção de insights a partir de bases de dados. A empresa também destaca a importância de estruturar instruções detalhadas, definir a base de conhecimento do agente e acompanhar o desempenho com métricas e feedbacks, para permitir ajustes ao longo do tempo.


Metodologia


Para mapear o interesse por agentes de IA, a Locaweb considerou buscas feitas por usuários brasileiros no Google ao longo dos últimos 12 meses. O levantamento teve como base o termo “agente de IA” e variações relacionadas, abrangendo pesquisas realizadas nas cinco regiões do país. A partir disso, a empresa organizou rankings por volume de buscas, dividindo os resultados entre tipos de agentes e dúvidas mais recorrentes sobre o tema.

Comentários


ASBRAFE
  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Youtube

Rua Visconde de Inhaúma, 489
Sala 407, 408 e 412 - Centro - Ribeirão Preto

Associação Brasileira do Comércio de Artigos para Festas e Correlatos - ASBRAFE
CNPJ: 30.899.257/0001-98

bottom of page