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Acordo Mercosul-UE pode gerar R$ 3,5 bilhões para indústria de alimentos

ABIA projeta aumento de até 8% nas exportações a longo prazo e criação de 30 mil empregos com regras estáveis de comércio entre os blocos


Fonte: Banco de Imagens Wix
Fonte: Banco de Imagens Wix

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) classifica o Acordo Mercosul-União Europeia como uma ferramenta fundamental para o futuro do setor. De acordo com a instituição, o tratado vai muito além da redução de impostos, funcionando como um pilar para garantir previsibilidade e atrair novos investimentos para o Brasil.


Para a indústria, o valor central do acordo está na segurança jurídica. Ao estabelecer regras claras e estáveis para o acesso ao mercado europeu, o tratado reduz as incertezas que muitas vezes afastam investidores. A avaliação é que essa estabilidade institucional é decisiva para planejar investimentos de médio e longo prazo no parque industrial brasileiro.


Impacto na economia e empregos


As projeções da ABIA apontam para um crescimento consistente das vendas externas. O estudo indica que, com o acordo em vigor, as exportações brasileiras de alimentos industrializados para a União Europeia podem crescer entre 1% e 2% já no curto prazo.


Em um horizonte mais distante, o cenário é ainda mais positivo. A expectativa é que o aumento chegue a até 8% no longo prazo. Em valores financeiros, esses percentuais representam um incremento anual que pode variar de R$ 400 milhões a R$ 3,5 bilhões na receita do setor.


Esse aquecimento da economia tem reflexo direto na geração de postos de trabalho. O aumento da produção e das exportações tem potencial para sustentar entre 3 mil e 30 mil empregos diretos e indiretos, impulsionados por novos investimentos e ganhos de produtividade nas fábricas.


Mais valor agregado e menos barreiras


Um dos pontos de destaque é a oportunidade de diversificar a pauta exportadora. O acordo facilita a entrada de produtos brasileiros em um mercado de alto poder aquisitivo e com regras sanitárias rigorosas. Isso incentiva a indústria nacional a focar em produtos de maior valor agregado, ou seja, alimentos processados e prontos para consumo, em vez de apenas matérias-primas brutas.


Em um cenário global marcado por instabilidades e barreiras comerciais crescentes, o tratado oferece uma via segura para o escoamento da produção. Isso fortalece o que os especialistas chamam de "cadeias produtivas" — todo o caminho que o produto percorre, desde a fazenda até a prateleira do supermercado.


Segurança alimentar e inovação


A integração entre os dois blocos também reforça a segurança alimentar. No contexto do agronegócio, esse termo não se refere apenas ao combate à fome, mas à garantia de um abastecimento constante, seguro e de qualidade para a população, independentemente de crises externas ou choques climáticos.


Além disso, o acordo abre portas para a inovação. A expectativa é de novos investimentos em áreas como a bioeconomia — que utiliza recursos biológicos renováveis de forma sustentável — e o desenvolvimento de novos ingredientes alimentares. Isso posiciona o Brasil como um fornecedor confiável de alimentos produzidos sob altos padrões de qualidade e sustentabilidade.


A força do setor


Os números reforçam a importância estratégica da indústria de alimentos para o Brasil. Em 2024, o setor registrou um faturamento de R$ 1,27 trilhão. Esse montante equivale a 10,8% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.


Atualmente, a indústria de alimentos é o maior segmento da indústria de transformação no país, gerando 2,1 milhões de empregos diretos. O setor processa 62% de tudo o que é produzido no campo brasileiro. Em 2025, as exportações totais alcançaram US$ 66,8 bilhões, sendo que a União Europeia foi o destino de US$ 8,7 bilhões desse total.




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