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Geração Z: menos buscas no Google e mais no TikTok impulsionam UGC

No Brasil, atualmente, 30 milhões de jovens configuram a Geração Z. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Statistic Brain Research Institute, o tempo médio de atenção dessa parcela da população é de apenas oito segundos, o que torna difícil manter o foco por longos períodos de tempo. Por isso, o vídeo curto vem ganhando território em relação à leitura, e sendo mais interessante que uma imagem estática. Agora, esse formato também ganha em relação às buscas. Uma pesquisa americana realizada em 2023 pela Her Campus Media, com base em 1.821 respostas, mostrou que 51% da geração Z já abandonou plataformas como o Google e passaram a utilizar o TikTok.


Fonte: Banco de imagens Wix

Nos meandros do universo digital, onde as redes sociais se tornam fontes de pesquisa de primeira linha, surge uma nova era que redefine o conceito de busca online. Esse novo Google é um fenômeno transformador que está redefinindo a maneira como as pessoas estudam, consomem conteúdo e se relacionam com marcas.


Isabela Soller, CEO do Grupo Soller, destaca estratégias prevendo essa mudança global. “Estamos testemunhando uma revolução nas redes sociais, onde o TikTok e outras plataformas se tornam não apenas ferramentas de entretenimento, mas também fontes de pesquisa. Essa transformação representa uma oportunidade única de conectar marcas a influenciadores que moldam o panorama educacional e tecnológico”, afirma.


UGC para fortalecimento da marca

Se a busca no TikTok é maior entre os jovens, isso não necessariamente significa que as marcas devem estar criando informação própria nela, mas aproveitando a abordagem natural dos criadores de conteúdo. O UGC (user generation content) é uma das estratégias mais recomendadas.


A abordagem natural do criador UGC tende a criar uma conexão mais profunda e duradoura com o público. Essa autenticidade atinge um perfil diversificado e mais amplo, além de proporcionar maior confiança por parte dos consumidores, o que influencia positivamente suas decisões de compra, uma vez que se sentem valorizados e conectados à marca. Nesse sentido, o conteúdo gerado pelo usuário tem se mostrado uma ferramenta eficaz para ampliar o alcance das mensagens de marca, destacando-se nas novas estratégias de Marketing.


O Tik Tok desempenha um papel importante na revolução desse tipo de conteúdo. Diferentemente de outras plataformas, onde o conteúdo das marcas frequentemente predomina nos feeds, a plataforma é impulsionada pela criatividade de seus usuários.


Ao selecionar influenciadores, Isabela destaca que as empresas devem levar em consideração não apenas sua popularidade, mas também sua relevância como fontes de pesquisa nas redes sociais. “É preciso valorizar creators que não apenas possuem grande alcance, mas também demonstram expertises antes disponibilizadas apenas por texto e ilustrações. Essa afinidade com as tendências emergentes de conteúdo dinâmico é o que permite desenvolver parcerias estratégicas que agregam valor tanto para as marcas quanto para os influencers”, destaca.


As marcas, por sua vez, podem se beneficiar imensamente da proximidade com creators reconhecidos como fontes confiáveis de pesquisa. “Ao se associarem a influencers que compartilham conteúdo educacional e tecnológico, as marcas têm a oportunidade de alcançar um público altamente engajado e receptivo. Essas parcerias não apenas aumentam a visibilidade da marca, mas também permitem que ela faça parte de narrativas significativas e relevantes e de impacto social positivo”, avalia Isabela.


No cerne da abordagem deve estar também a utilização das redes sociais na construção de narrativas que pensem no conteúdo que está em pauta. “Por meio do TikTok e outras plataformas, podemos criar conteúdo que não apenas informa, mas também inspira e educa. Devemos moldar o futuro do Marketing de influência, onde a pesquisa online e o engajamento social se fundem para criar uma experiência única e impactante”, finaliza.

 


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