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Docile investe para se consolidar como maior exportadora de doces do País

Entre cores, sabores, formatos e consistências que ganham o cliente pelo gosto e visual, nada melhor do que contar com a imagem da estrela mirim do skate brasileiro, Rayssa Leal, a Fadinha. Ela, e toda a energia positiva que o esporte representa é o símbolo da campanha "doces gentilezas" da fabricante de doces Docile, de Lajeado, em uma ação de consolidação de marca no Brasil e, principalmente, no exterior. Com investimento de R$ 10 milhões em marketing, os gaúchos chegam ao fim de 2022 com aportes de R$ 40 milhões quando somadas as ações de melhoria na sua produção, no Vale do Taquari. Até o final de 2023, chegarão a R$ 110 milhões em investimentos. A estratégia é consolidar a Docile no posto conquistado este ano de maior exportadora brasileira de guloseimas.


Fonte: Jornal do comércio

E para garantir esta permanência, explica o sócio-diretor e um dos fundadores da empresa, Ricardo Heineck, é fundamental entender o paladar destes consumidores e sempre inovar. "Existem particularidades. Nos Estados Unidos, por exemplo, o cliente gosta mais da acidez. Já no mercado europeu, a demanda maior é por produtos orgânicos. E nós, na Docile, atendemos a isso. Nosso crescimento está sustentado, principalmente, pelas nossas linhas de produtos mais modernas. Nossa ideia é sempre agregar mais valor ao produto. Aquela bala de menta, dura, já não atrai o consumidor. É preciso provocar sensações diferentes ao consumidor, como por exemplo, produzir balas em tubinhos, marshmellows recheados", explica Heineck.


E para dar conta disso, foi preciso transformar a produção em Lajeado e também na segunda operação da empresa, em Vitória do Santo Antão, em Pernambuco. Até o final de 2022, serão aportados R$ 30 milhões para ampliar a área de produção em 7 mil metros quadrados e instalar equipamentos importados para novas linhas de produção. A expectativa da empresa é de que em 2023, já se consiga ampliar a produção em mais de 12,5%, saltando de 4 milhões de quilos de doces por mês para 4,5 milhões quilos. A nova linha, explica Heineck, deve estar em produção plena a partir do início de 2024.


Hoje, a Docile comercializa 170 linhas produtos. É a primeira empresa brasileira, por exemplo, a entrar no mercado norte-americano com a especialidade deles, os marshmellows. Por isso, toda expansão é acompanhada de inovação. "Nós passamos a trabalhar com o marshmellow recheado, com o marshmellow em novos sabores. Por exemplo, agora na Copa do Mundo, estamos lançando o inédito marshmellow sabor pipoca, que é único no mundo", conta o empresário.


Já a linha de produtos que tem a imagem da Fadinha como uma marca, coloca no mercado doces produzidos com corantes e todos os ingredientes orgânicos. "Crianças que antes não podiam comer doces, hoje podem porque desenvolvemos esta evolução. Inovar sempre é o nosso lema na Docile", garante Heineck.


A gentileza, neste caso, não ficou somente na imagem dos doces e da empresa. Partiu para a prática. Todos os distribuidores que receberam produtos da linha "doces gentilezas" foram convidados a indicarem entidades assistenciais para receberem doações da Docile. Ao todo, 1% do valor das vendas é destinado a este repasse, que já chega a R$ 200 mil doados a 15 entidades.

Com 31 anos no mercado, a Docile carrega uma tradição de mais de 80 anos da família na produção de doces. São 1,5 mil funcionários que, no próximo ano, devem chegar a 1,7 mil. A expectativa é fechar 2022 com um crescimento de 40% a 50% no mercado externo e 25% no Brasil.

"Nós crescemos com recursos próprios, e temos concorrência no Brasil de empresas que recebem aportes internacionais e de grandes marcas. É um esforço maior em um mercado que não tem uma rentabilidade tão alta", diz Ricardo Heineck. A Docile, segundo ele, está entre as cinco maiores produtoras de doces do Brasil.

FICHA TÉCNICA

Investimento: R$ 40 milhões (total: R$ 110 milhões até 2023) Empresa: Docile Cidade: Lajeado Área: indústria Estágio: em execução até 2023

 
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