top of page

A transformação digital pode ser o grande divisor de águas para uma Páscoa mais doce

De toda crise nasce uma oportunidade, cabe aos jogadores do mercado serem ágeis para se sobressaírem


Fonte: Banco de imagens Canva

Não é segredo para ninguém que o Brasil é o segundo maior mercado de ovos de Páscoa do mundo – atrás apenas do Reino Unido – e que o maior vendedor de chocolates sazonais dessa festividade é brasileiro. Diante das incertezas trazidas pelo cenário atual de uma das principais varejistas dessas iguarias, fica claro que teremos uma Páscoa atípica, que pode trazer inúmeras oportunidades e aprendizados para quem souberem explorar essa brecha do mercado.


A ideia não é falar sobre as perspectivas de vendas, como isso irá impactar os preços e ofertas para os consumidores finais ou até mesmo o impacto econômico para toda a indústria produtora e varejista, já que economistas e especialistas em varejo brasileiro discorrem a respeito todo ano. A proposta é trazer uma reflexão e provocação de como a transformação digital pode ser o grande divisor de águas que moldará não apenas a Páscoa de 2023, mas também as próximas.


Das maiores redes de supermercados do país até os mercadinhos de bairro, todos buscam maneiras de serem mais assertivos e conseguirem atingir exatamente aqueles que estão ávidos para consumir os produtos peculiares deste feriado. Mas como se destacar no meio da multidão? Parece complicado, mas não é: o segredo é construir uma estratégia de publicidade que aborde diretamente os consumidores-chave, com uma grande complementaridade de mídias que, em conjunto, abordará estes públicos-alvo nas diferentes partes de sua jornada.


Todo varejista que possui uma boa base de dados de seus clientes sabe que, por exemplo, o seu consumidor X consome sempre os produtos da linha Prestígio, mas nunca comprou um Alpino. Faz sentido que este cliente receba campanhas que trazem promoções de Alpino? Com certeza não, uma vez que a campanha não irá atrair a atenção dele, principalmente em meio ao volume de informações recebidas diariamente e, de quebra, de itens que realmente são de seu interesse.


Agora imagine, hipoteticamente, que este consumidor ávido por Prestígio esteja navegando por sites de viagens e, de repente, se depara com um anúncio sobre os novos produtos de Páscoa de seu chocolate favorito, dias depois receba uma push notification de seu aplicativo – ou quem sabe uma mensagem via WhatsApp – dizendo que a linha de Páscoa já está disponível e que para aquele ovo em especial ele tem um percentual de desconto, e tempos depois veja nas mídias sociais seu ovo do chocolate favorito para relembrá-lo da disponibilidade e promoção de produto.


Impossível resistir a tentação, não é verdade? E como todos que trabalham no varejo sabem, não existe compra mais convertível do que a que une impulso e oportunidade.


Para as marcas que são tanto produtoras como vendedoras de seus produtos, o uso de dados abre um leque ainda maior de insights. Digamos que uma consumidora nunca comprou uma caixa simples de Língua de Gato, mas compra frequentemente as opções de linhas sazonais e presenteáveis do mesmo produto.


Analisando o perfil do cliente, chega-se à conclusão de que por mais que ela não compre Língua de Gato para consumo próprio, sempre presenteia pessoas com produtos dessa linha. Diante dessa suposição, que tal, por exemplo, criar uma jornada de publicidade focada em presentear com o chocolate favorito da pessoa? Sendo ainda mais estratégico e personalizado, é possível criar campanhas totalmente específicas, voltadas exatamente para determinados perfis de clientes, mesmo que sejam pequenos grupos de pessoas.


Já para os grandes produtores industriais – que talvez fiquem com uma demanda reprimida este ano – podem ser um grande diferencial apostar em retail media e publicidade digital, anunciando nos locais onde as pessoas de fato já estão propensas a consumir seus produtos, impulsionando as vendas e, consequentemente, os pedidos de reposição, alinhados com ações específicas. de marketing direto. Além, claro, de ser uma oportunidade para pensarem em diversificar suas verticais de negócios, tendo seus próprios canais de distribuição digital, visto o sucesso da Ambev com o seu Zé Delivery. Afinal, imagine um chocólatra tendo a possibilidade de seu chocolate favorito chegar rapidamente, a qualquer hora, sem derreter em pleno verão brasileiro? Melhor ainda se adicionar produtos especiais que só existam em seus próprios canais.


As opções são infinitas para quem utiliza dados e demais ferramentas que o universo digital possibilita. Esses exemplos ditos há pouco são uma amostra fiel de algumas das muitas oportunidades que podem ser exploradas para que a Páscoa em 2023 seja ainda mais doce. A melhor notícia é que nenhuma das estratégias citadas é um bicho de sete cabeças, sendo possível colocar em prática ao utilizar CRMs, DMPs, soluções de Retail Media, DCOs, e tantas outras ferramentas disponíveis no ecossistema de publicidade e marketing digital, oferecidos pelas mais variadas empresas dos mais diversos portes. Agora é só tirar do papel, colocar em prática e ver suas vendas aumentarem!


*Os nomes citados pelo autor não significam uma predileção por um chocolate ou marca, mas sim alguns dos nomes mais conhecidos do público brasileiro.


*Anna Andrade é Head de Marketing Latam da Retargetly.

 
bottom of page